Já comentei aqui o teste informal que o Google realizou em New York e o resultado de que a maioria das pessoas não sabiam o que é um navegador web.
Enquete: Em NY mais de 90% são analfabetos tecnológicos
Talvez por isso agora resolveram lançar um site em que explicam didaticamente a diferença entre um navegador, um sistema operacional e um mecanismo de busca. O site tem o benefício adicional de mostrar qual navegador você está utilizando logo na primeira página e dá links para outras opções de navegadores.
Google: What Browser?
Outras informações disponíveis no site é uma linha do tempo dos navegadores web e algumas dicas de como mudar seu navegador padrão em seu sistema operacional, mudar seu mecanismo de busca ou ainda mudar sua página inicial. Um ponto extremamente positivo é que como o site detecta qual seu navegador atual e qual seu sistema operacional as dicas são direcionadas à realidade do usuário, sem necessitar ficar informando qual o sistema operacional ou navegador em uso, é só ler as instruções e executa-las.
Fico pensando, se isso não é um movimento preparatório para a decisão da União Europeia de forçar a escolha de um navegador no Windows. O momento é bem oportuno, já que os testes do sistema de escolha a ser utilizado iniciaram ontem.
Groklaw: EU Commission Announces Market Test of Microsoft Suggestions on Browser Choice, Interoperability
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sábado, 10 de outubro de 2009
terça-feira, 25 de agosto de 2009
A rejeição do Google Voice de forma simples
Sim, nós criamos um software que fica no seu telefone e assume todos os controles dele. Sim, ele nos dá, não a você, o relacionamento com o cliente. Sim, ele nos dá, não a você, todo o valor recorrente do dispositivo que você gastou milhões de dólares para criar e vender. E seu problema é?Até o momento essa é a melhor interpretação para a rejeição do Google Voice pela Apple.
Fake Steve Jobs: Arnold announces he will run, and by the way, Google is really starting to piss me off.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Receita para matar o iPhone
John Gruber do Daring Fireball fez uma análise de qual estratégia a Google deveria utilizar para telefones Android suplantarem os iPhones.
Daring Fireball: The Android Opportunity (tradução via Google).
O início da estratégia proposta é a seguinte frase.
E daí propõe que os telefones com o Android devem igualar o hardware e qualidade do iPhone, e acho que também o design, aliado a uma experiência do usuário igual ou melhor e uma loja de aplicações mais atraente aos desenvolvedores, já que teria menos ou nenhuma restrição em relação às aplicações. Gruber considera que isso pode levar a um custo maior que o iPhone no final, mas lembra que todo esse esforço é necessário para atingir o público que está comprando iPhones.
Daring Fireball: The Android Opportunity (tradução via Google).
O início da estratégia proposta é a seguinte frase.
Eles (os usuários) não querem um downgrade do iPhone, eles querem um upgrade.
E daí propõe que os telefones com o Android devem igualar o hardware e qualidade do iPhone, e acho que também o design, aliado a uma experiência do usuário igual ou melhor e uma loja de aplicações mais atraente aos desenvolvedores, já que teria menos ou nenhuma restrição em relação às aplicações. Gruber considera que isso pode levar a um custo maior que o iPhone no final, mas lembra que todo esse esforço é necessário para atingir o público que está comprando iPhones.
O problema com essa estratégia de John Gruber é que o modelo de negócios do Android é para um telefone de massas. A Google não está cobrando royalties pelo sistema operacional, o contrato dos fabricantes com a Google é sobre o uso da marca Google, acesso às aplicações Google e ao Android Market. Nesse mercado de vários fabricantes e várias opções de configuração de hardware e software a fragmentação vai estar sempre presente. É um modelo de negócios mais parecido com o Windows Mobile ou o Symbian.
O único fabricante que pode fazer o que Gruber sugere é a Palm com o Web OS e o Pré, mas ele ignora completamente este competidor no artigo. Mas mesmo para a Palm a batalha é difícil, aparentemente o hardware é percebido como inferior ao iPhone e a Palm demorou muito para entregar seu SDK aos desenvolvedores o que levou a uma loja de aplicações fraca.
A batalha ainda não está perdida mas se opções de hardware e software não chegarem a tempo teremos ainda um bom tempo de domínio da Apple nos smartphones.
domingo, 9 de agosto de 2009
Google Empresarial
O Google lançou nos EUA uma campanha publicitária para aumentar o uso do Google Apps nas empresas. Eu particularmente acho uma ótima solução para pequenas e médias empresas, mas para as grandes vejo alguns pontos que deveriam ser sanados antes.
Segurança
Cada vez mais as empresas estão terceirizando serviços de TI, mas ainda existe resistência no caso de aplicações na nuvem, depois da invasão dos e-mails e docs do Twitter o Google esse aspecto deve ser o primeiro a ser lançado contra o Google Apps. O Google deve mostrar ferramentas de segurança muito eficazes para anular esses comentários.
ERP
Os ERPs e outros pacotes geralmente usam o Excel como grid para a entrada de dados e gerador de relatórios, para a substituição do MS Office pelos correspondentes no Google Docs deveria ser trabalhado essa integração pelo menos com a SAP e a Oracle.
Macros do Office
Existe o famoso Excel Empresarial, planilhas que são verdadeiros sistemas, desconheço se existe alguma ferramenta para a migração dessas planilhas para o Apps. Uma solução é deixar alguns usuários com o MS Office, mas deixar alguns leva a outros pedirem e isso pode ser uma bola de neve nos custos de licenças.
Resistência das Pessoas
Por mais que as pessoas digam que aceitam as mudanças ninguém gosta de sair de sua zona de conforto, o modo de quebrar essa resistência não é divulgar uma mudança tecnológica, mas sim uma mudança no fluxo de trabalho todo. Talvez assim as pessoas aceitem essa mudança.
Desses pontos o mais difícil de sanar é a resistência das pessoas, os demais são contornáveis, mas quando chegamos no material humano é melhor termos muito cuidado.
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