quinta-feira, 20 de agosto de 2009

25 anos de PowerPoint

A BCC lembrou que em 1984 o programa que hoje conhecemos como PowerPoint foi concebido, mas sua primeira versão só foi comercializada em 1987 para Macintoshes, de lá até hoje é o programa líder para apresentar idéias e projetos. Mas a BBC lista alguns dos principais problemas de sua utilização.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Enquete: Em NY mais de 90% são analfabetos tecnológicos

Um colaborador do Google entrevistou pessoas na rua em Manhatan perguntando o que era um browser. Vejam o video a seguir.



Isso mesmo, mais de 90% das pessoas entrevistadas não sabiam o que era um browser, a maioria respondeu Google ou Yahoo.

Isso como bem mostrou o TidBITS é um grave sinal de analfabetismo tecnológico, as pessoas conseguem usar computadores, mas não entendem o que estão fazendo.

TidBITS: Have We Entered a Post-Literate Technological Age? (tradução via Google)

Meu diagnóstico é que as pessoas estão no primeiro ou segundo grau de fluência digital, estão confortáveis com isso e não vêem motivos para mudar.

O que é Fluência Tecnológica.

Mas isso é certo? Será que utilizar um computador é a mesma coisa que usar um aspirador de pó ou dirigir um carro? Acho que não, já que o computador não é um aparelho com uma função específica, mas de múltiplas funções que cada vez está ficando menor, vide smartphones, com as pessoas cada vez mais dependentes deles.

O que faremos para erradicar o analfabetismo tecnológico das novas gerações?

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Receita para matar o iPhone

John Gruber do Daring Fireball fez uma análise de qual estratégia a Google deveria utilizar para telefones Android suplantarem os iPhones.

Daring Fireball: The Android Opportunity (tradução via Google).

O início da estratégia proposta é a seguinte frase.

Eles (os usuários) não querem um downgrade do iPhone, eles querem um upgrade.

E daí propõe que os telefones com o Android devem igualar o hardware e qualidade do iPhone, e acho que também o design, aliado a uma experiência do usuário igual ou melhor e uma loja de aplicações mais atraente aos desenvolvedores, já que teria menos ou nenhuma restrição em relação às aplicações. Gruber considera que isso pode levar a um custo maior que o iPhone no final, mas lembra que todo esse esforço é necessário para atingir o público que está comprando iPhones.

O problema com essa estratégia de John Gruber é que o modelo de negócios do Android é para um telefone de massas. A Google não está cobrando royalties pelo sistema operacional, o contrato dos fabricantes com a Google é sobre o uso da marca Google, acesso às aplicações Google e ao Android Market. Nesse mercado de vários fabricantes e várias opções de configuração de hardware e software a fragmentação vai estar sempre presente. É um modelo de negócios mais parecido com o Windows Mobile ou o Symbian.

O único fabricante que pode fazer o que Gruber sugere é a Palm com o Web OS e o Pré, mas ele ignora completamente este competidor no artigo. Mas mesmo para a Palm a batalha é difícil, aparentemente o hardware é percebido como inferior ao iPhone e a Palm demorou muito para entregar seu SDK aos desenvolvedores o que levou a uma loja de aplicações fraca.

A batalha ainda não está perdida mas se opções de hardware e software não chegarem a tempo teremos ainda um bom tempo de domínio da Apple nos smartphones.

domingo, 16 de agosto de 2009

Techsoup Brasil. Tecnologia mais acessĩvel ao terceiro setor

A grande maioria das ONGs vivem em constante busca de recursos e geralmente não possuem caixa para gastar em algo que não seja sua atividade fim. Com relação à tecnologia a solução era adotar soluções Open Source ou então a pirataria.

Felizmente isso está sendo resolvido, na segunda-feira da semana passada foi lançada oficialmente a Techsoup Brasil. A Techsoup surgiu nos EUA como um canal de vendas de software para entidades do terceiro setor, a diferença é que os preços praticados são aproximadamente 90% menores do que os preços de mercado o que possibilita às ONGs comprarem as licenças necessárias sem necessitar prejudicar os investimentos em seus projetos.

A ATN é o representante da Techsoup no Brasil e está prestando os mesmos serviços da sua congênere americana. Atualmente no Brasil 3 empresas de tecnologia estão disponibilizando seus produtos na Techsoup, a Microsoft , Symantec e SAP.

A Microsoft está disponibilizando uma gama impressionante de pacotes desde o Windows e Office até SQL Server Exchange. A Symantec está presente com soluções anti-virus e de segurança, tanto para estações de trabalho quanto para servidores. Já a SAP está oferecendo os produtos da BO, Crystal Reports e Xcelsius.

Como diretor de uma ONG, o Centro Educacional Gotas de Cristal, espero muito sucesso para a Techsoup Brasil e seus parceiros e também que mais empresas participem desta iniciativa. Quem sabe se no futuro poderemos comprar computadores recondicionados como acontece nos EUA.

sábado, 15 de agosto de 2009

Não espere por um grande anúncio da Apple

O problemas com tablets é que ninguém conseguiu fazer sucesso com eles, salvo em nichos.


John Dvorak, o homem que em 1984 escreveu que ninguém precisava de um Mouse sobre a mesa e em 2007 disse que o iPhone ia ser um fracasso analisa o possível anúncio do possível tablet da Apple no possível evento de setembro.

Market Watch: Don't look for a big Apple announcement. (tradução via Google)

Esse tablet ou super iPod Touch é um boato, acho que a Apple não lançaria um tablet se não tivesse resolvido os problemas que aconteceram com seus congêneres no mundo PC.

Porque a Microsoft não desenvolve software para o Zune HD?

Um desenvolvedor para o iPhone relatou que a Microsoft prometeu "um monte de dinheiro" se portasse sua aplicação Twitter para o novo Zune HD.


Daniel Eran Dilger analisa com seu peculiar estilo ácido essa notícia.

RoughlyDrafted Magazine: Why can't Microsoft develop software for Zune HD? (tradução via Google)

Segundo ele falta é mercado para aplicações para o Zune HD.

domingo, 9 de agosto de 2009

Google Empresarial

O Google lançou nos EUA uma campanha publicitária para aumentar o uso do Google Apps nas empresas. Eu particularmente acho uma ótima solução para pequenas e médias empresas, mas para as grandes vejo alguns pontos que deveriam ser sanados antes.

Segurança

Cada vez mais as empresas estão terceirizando serviços de TI, mas ainda existe resistência no caso de aplicações na nuvem, depois da invasão dos e-mails e docs do Twitter o Google esse aspecto deve ser o primeiro a ser lançado contra o Google Apps. O Google deve mostrar ferramentas de segurança muito eficazes para anular esses comentários.

ERP

Os ERPs e outros pacotes geralmente usam o Excel como grid para a entrada de dados e gerador de relatórios, para a substituição do MS Office pelos correspondentes no Google Docs deveria ser trabalhado essa integração pelo menos com a SAP e a Oracle.

Macros do Office

Existe o famoso Excel Empresarial, planilhas que são verdadeiros sistemas, desconheço se existe alguma ferramenta para a migração dessas planilhas para o Apps. Uma solução é deixar alguns usuários com o MS Office, mas deixar alguns leva a outros pedirem e isso pode ser uma bola de neve nos custos de licenças.

Resistência das Pessoas

Por mais que as pessoas digam que aceitam as mudanças ninguém gosta de sair de sua zona de conforto, o modo de quebrar essa resistência não é divulgar uma mudança tecnológica, mas sim uma mudança no fluxo de trabalho todo. Talvez assim as pessoas aceitem essa mudança.

Desses pontos o mais difícil de sanar é a resistência das pessoas, os demais são contornáveis, mas quando chegamos no material humano é melhor termos muito cuidado.