Já comentei aqui o teste informal que o Google realizou em New York e o resultado de que a maioria das pessoas não sabiam o que é um navegador web.
Enquete: Em NY mais de 90% são analfabetos tecnológicos
Talvez por isso agora resolveram lançar um site em que explicam didaticamente a diferença entre um navegador, um sistema operacional e um mecanismo de busca. O site tem o benefício adicional de mostrar qual navegador você está utilizando logo na primeira página e dá links para outras opções de navegadores.
Google: What Browser?
Outras informações disponíveis no site é uma linha do tempo dos navegadores web e algumas dicas de como mudar seu navegador padrão em seu sistema operacional, mudar seu mecanismo de busca ou ainda mudar sua página inicial. Um ponto extremamente positivo é que como o site detecta qual seu navegador atual e qual seu sistema operacional as dicas são direcionadas à realidade do usuário, sem necessitar ficar informando qual o sistema operacional ou navegador em uso, é só ler as instruções e executa-las.
Fico pensando, se isso não é um movimento preparatório para a decisão da União Europeia de forçar a escolha de um navegador no Windows. O momento é bem oportuno, já que os testes do sistema de escolha a ser utilizado iniciaram ontem.
Groklaw: EU Commission Announces Market Test of Microsoft Suggestions on Browser Choice, Interoperability
sábado, 10 de outubro de 2009
domingo, 13 de setembro de 2009
Testando a inviolabilidade da urna eletrônica
Seguro de que o sistema eletrônico de votação brasileiro é inviolável, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou ontem um desafio curioso: a Corte promete pagar prêmios entre R$ 2 mil e R$ 5 mil para qualquer hacker que consiga burlar a segurança da urna eletrônica.Zero Hora: TSE desafia hackers do país
Chamar pessoas de fora é sempre bom para testar um sistema. Vamos acompanhar os resultados.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Desenvolvedores web famosos são um desastre no iPhone
Semana passada Joe Hewitt do Facebook reclamou do processo de liberação da App Store do iPhone, esta semana foi a vez do Joe Stump, desenvolvedor do Digg, reclamar.
Joe Hewitt: Innocent Until Proven Guilty
Joe Stump: Pass the Lubricant as Were Getting Fucked by Apple Too
Vamos ver o que Hewitt tem a dizer:
Como já disse os dois são famosos desenvolvedores Web, quando você desenvolve uma aplicação Web entrega cedo e submete correções conforme os usuários vão utilizando a aplicação, isso é possível pois a atualização da aplicação é feita em um único ponto, o servidor.
Esses senhores resolveram desenvolver para o iPhone, onde o processo de entrega não está sob o controle deles e a atualização é feita em múltiplos pontos, mas não mudaram de mentalidade. O resultado é que ambos entregaram suas aplicações, mas com vários problemas, o que inviabilizou sua aprovação no caso do Hewitt e no caso do Stump ela foi aprovada, mas os usuários não conseguiram utiliza-la.
O processo de aprovação da Apple tem defeitos, isso todo mundo sabe inclusive as duas celebridades, que não se importaram com isso, poderiam ter feito aplicações de melhor qualidade mas resolveram botar a culpa na Apple. Hewitt propôs que a Apple abolisse o processo de aprovação, já Stump em seu post mal educado revelou que tentou usar de sua influência para conseguir atalhos na App Store.
Meu conselho para os dois é que um pouco de humildade não faz mal a ninguém e aprender com seus erros não é demérito, ao contrário, é prova de maturidade.
Agora, se continuarem achando que a Apple está errada por que não tentam o Android Market? Lá não existe processo de aprovação, como também não existem compradores de aplicações. Acho que isso não é mera coincidência.
Larva Labs: Android Market Sales, Are Those Tears or is it Raining in Here?
Joe Hewitt: Innocent Until Proven Guilty
Joe Stump: Pass the Lubricant as Were Getting Fucked by Apple Too
Vamos ver o que Hewitt tem a dizer:
A verdade é esta: a Apple não tem os meios para executar a garantia de qualidade completa de qualquer aplicativo. Isto é para o desenvolvedor. Temos os nossos próprios gerentes de produtos e testadores de garantia de qualidade, e estamos sujeitos aos nossos usuários e aos tribunais se fizermos algo ruim ou estúpido. A Apple pode pegar alguns bugs superficiais no processo de revisão, mas vamos encarar isso de frente, o que estão procurando realmente não são bugs, mas as violações dos termos de serviço. Isso tudo é para advogados, e não sobre qualidade, e isso mostra que o modelo do sistema de justiça da Apple, é culpado até que se prove o contrário. Eles não confiam em nós, e eu me ressinto disso, porque nós na grande maioria somos confiáveis.Agora o Stump:
Alguns meses atrás nós lançamos Chess Wars, que permite que você jogue seus amigos do Facebook através do Connect em seu iPhone. Quando foi lançado, encontramos alguns erros críticos que nem nós nem a Apple achamos que impediram os novos usuários de jogar. Whoops. Nós lançamos a versão 1.1 algumas semanas depois, apenas para descobrir que havia problemas para outros novos usuários. Mais uma vez nada disto foi detectado por nós ou pela Apple. Como dizem, problemas acontecem. Nós rapidamente preparamos uma versão que apresentamos à Apple cerca de 6 semanas atrás.É isso mesmo, ambos distribuíram aplicações com erros e culpam a Apple por isso.
Como já disse os dois são famosos desenvolvedores Web, quando você desenvolve uma aplicação Web entrega cedo e submete correções conforme os usuários vão utilizando a aplicação, isso é possível pois a atualização da aplicação é feita em um único ponto, o servidor.
Esses senhores resolveram desenvolver para o iPhone, onde o processo de entrega não está sob o controle deles e a atualização é feita em múltiplos pontos, mas não mudaram de mentalidade. O resultado é que ambos entregaram suas aplicações, mas com vários problemas, o que inviabilizou sua aprovação no caso do Hewitt e no caso do Stump ela foi aprovada, mas os usuários não conseguiram utiliza-la.
O processo de aprovação da Apple tem defeitos, isso todo mundo sabe inclusive as duas celebridades, que não se importaram com isso, poderiam ter feito aplicações de melhor qualidade mas resolveram botar a culpa na Apple. Hewitt propôs que a Apple abolisse o processo de aprovação, já Stump em seu post mal educado revelou que tentou usar de sua influência para conseguir atalhos na App Store.
Meu conselho para os dois é que um pouco de humildade não faz mal a ninguém e aprender com seus erros não é demérito, ao contrário, é prova de maturidade.
Agora, se continuarem achando que a Apple está errada por que não tentam o Android Market? Lá não existe processo de aprovação, como também não existem compradores de aplicações. Acho que isso não é mera coincidência.
Larva Labs: Android Market Sales, Are Those Tears or is it Raining in Here?
domingo, 30 de agosto de 2009
Respeito ao Consumidor
Com o lançamento do Snow Leopard a Apple poderia ter tomado medidas drásticas para dificultar a vida de alguma empresa como a Psystar, por exemplo:
- Exigir uma versão anterior do OS X no HD do usuário;
- Exigir a digitação de uma chave ligada à licença;
- Acessar os servidores da Apple durante a instalação para verificar se aquele hardware é um Mac original;
- Exigir um registro on-line do sistema e periodicamente verificar se a cópia do OS que está rodando é válida.
Mas nada disso foi feito, as alterações na instalação foram feitas para simplificar o processo e as únicas salvaguardas foram alterações na EULA que agora mudou o termo Apple labeled computer (computador etiquetado como Apple) para o mais específico Apple branded computer (computador da marca Apple). Além disso a licença agora específica que é um upgrade.
Deu resultado? Parece que sim já que a Psystar entrou na sexta-feira com um processo em um tribunal da Flórida requisitando o direito de vender computadores com o Snow Leopard.
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quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Qual é o preço real de um upgrade?
A Apple anunciou os preços do upgrade para o Snow Leopard a serem praticados no Brasil.
A licença individual comprada custa R$ 79 e o Family Pack com 5 licenças sai por R$ 129.
A diferença de preço entre o Family Pack e a licença isolada é somente de R$ 50, o que em um cálculo rápido dá um custo de licença individual de R$ 12,50, já que os custos de embalagem e distribuição devem ser os mesmos para os dois produtos. Lógico que a determinação de preço leva várias outras coisas além do custo, mas é uma boa referência.
No mesmo anúncio é informado que o preço da licença para upgrade de Macs comprados após 26/12/2009 é de R$ 25, o dobro da licença individual que calculei.
Para verificar se isso é um fenômeno brasileiro decidi fazer o mesmo cálculo com o preço nos EUA. Lá a licença custa $ 29,99 e o Family Pack $ 49,99 e o upgrade para novos Macs $ 9,95.
Pelos cálculos temos a licença individual ao custo de $ 5 como no Brasil o upgrade a $9,95 é praticamente o dobro da licença individual.
A taxa de câmbio utilizada pela Apple, R$ 2,50 por dólar é alta, mas é provável que exista algum reflexo de impostos e logística nessa taxa.
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quarta-feira, 26 de agosto de 2009
O mundo antes do iPhone
O que vai acima é uma descrição da indústria de telefonia móvel antes do iPhone. Deve ser por isso que a Apple hoje é considerada maléfica.
- As operadoras mandavam na indústria com mão de ferro
- Os fabricantes de telefones cediam a tudo para acessar as redes das operadoras
- As operadoras ditavam o design, funcionalidades, aplicativos, preços, marketing, publicidade e marcas dos telefones
- Os telefones eram iscas baratas e descartáveis para os contratos de serviço das operadoras
- Não havia divisão de receita entre fabricantes e operadoras
- Não havia a noção das redes de telefonia tão cedo se tornarem canos burros
- Planos de dados padrão, acessíveis e ilimitados eram inéditos
- Um aparelho que levasse as pessoas a mudar de operadora aos milhões era um sonho impossível
- Dispositivos móveis eram telefones somente, não úteis computadores de mão
- Mesmos os smartphones não tinham integração com WiFi transparente
- Sem o Visual Voice Mail, mensagens de voz não podiam ser administrada de maneira não linear
- Não existiam lojas de aplicações no telefone de propriedade e operadas somente pelo fabricante
- Uma loja de aplicações no telefone com 65.000 títulos e com aproximadamente 2 milhões de downloads não estava na tela de radar de ninguém
- A estratégia de aplicações de baixo custo, alto volume e divisão de receitas 70/30 não existia
- Transações robustas de um clique dentro da aplicação não eram conhecidas
- Não existia um mercado para aplicações móveis eficiente, de grande escala, consistente, e lucrativos tanto para grandes quanto pequenos desenvolvedores
- O foco dos telefones eram botões, teclas, joysticks, controles deslizantes ... qualquer coisa, menos a tela
- Telefones não vinham com grandes telas de 3,5"
- Uma interface com o usuário, baseada em gestos, pervasiva e multitouch era ficção científica
- Teclados virtuais utilizáveis com múltiplas linguagens e multitouch em telefones não existiam
- Sensores integrados como acelerômetros e de proximidade não tinham lugar em telefones
- Telefones nunca competiriam em jogos/3D com consoles portáteis dedicados
- Tocadores de audio e vídeo da qualidade de um iPod não existiam em celulares
- Nenhum telefone oferecia uma experiência de navegação na Web como um desktop
- Telefones e SDKs sofisticadas eram incompatíveis.
Counternotions: Before Apple introduced the iPhone...
Vale a pena ler todo o artigo.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
A rejeição do Google Voice de forma simples
Sim, nós criamos um software que fica no seu telefone e assume todos os controles dele. Sim, ele nos dá, não a você, o relacionamento com o cliente. Sim, ele nos dá, não a você, todo o valor recorrente do dispositivo que você gastou milhões de dólares para criar e vender. E seu problema é?Até o momento essa é a melhor interpretação para a rejeição do Google Voice pela Apple.
Fake Steve Jobs: Arnold announces he will run, and by the way, Google is really starting to piss me off.
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